Neste dia 2 de fevereiro de 2026, o Sindipetro Amazônia celebra um marco histórico: seu 64º aniversário. Mais do que uma comemoração, hoje iniciamos um novo capítulo com o lançamento oficial da nossa nova identidade visual e a adoção definitiva da denominação registrada na última atualização estatutária, refletindo nossa vasta abrangência regional.
Nossa trajetória começou formalmente em 2 de fevereiro de 1962, com o recebimento da Carta Sindical que consolidou a representação dos trabalhadores petroleiros nos estados do Pará, Amazonas e Maranhão.
O Conceito da Nossa Nova Identidade
A mudança de nome e marca representa um marco estratégico, consolidando o sindicato como uma entidade representativa de toda uma região fundamental para o país.
- O Símbolo: O novo logotipo reúne símbolos expressivos da categoria petroleira. Ele integra o capacete, que reforça a luta sindical como parte da segurança dos trabalhadores, a um ícone interdisciplinar que remete simultaneamente a uma folha, uma chama e uma gota..
Uma Trajetória de Lutas e Conquistas
Nossa história é forjada pelo enfrentamento e pela defesa intransigente da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora.
As Raízes e enfrentamento (1960 – 1981)
- Fundação e Primeiras Lutas: Em 1960, iniciou-se a organização da associação que daria origem ao sindicato, reconhecido oficialmente em 1962. Sob a liderança do primeiro presidente, Carlos de Sá Pereira, nascemos no auge das mobilizações pelo monopólio estatal do petróleo.
- Golpe e Repressão: Após o golpe de 1964, nossa sede foi invadida e a diretoria cassada. Enfrentamos anos de intervenção e perseguição política, mas a resistência dos trabalhadores manteve viva a chama do sindicalismo classista na Amazônia.
- A Retomada: Com a Lei da Anistia, lideranças históricas retornaram à ativa em 1981, iniciando o processo de reconstrução da entidade.
Retomada das lutas e independência (1988 – 2007)
- Urucu e a Chegada ao Amapá: Em 1988, acompanhamos o início da produção em Urucu (AM). Em 1994, realizamos uma histórica greve de ocupação de 16 dias na província petrolífera, período em que o Amapá foi oficialmente incorporado à nossa base territorial.
- A Greve de 1995: Participamos da maior greve da história da categoria (31 dias) contra as políticas de privatização do governo federal.
- Independência Sindical e CSP-Conlutas: Em 2003 e 2007, a categoria aprovou em assembleia as desfiliações da CUT e da FUP, respectivamente. Esse movimento foi fundamental para a consolidação da nossa autonomia frente a governos e para a construção da CSP-Conlutas e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), reafirmando nosso compromisso com um sindicalismo independente e combativo.
Novos Desafios
- Defesa da Petrobras na Amazônia: Realizamos a campanha “Urucu é do Brasil” em 2020 e participamos de greves históricas em 2015 e 2020 contra o desmonte da companhia e o fechamento de unidades.
- Margem Equatorial: a partir de 2022, consolidamos nossa atuação voltada para os desafios estratégicos da Margem Equatorial.
- Patrimônio: realizamos em 2024 a restauração e recuperação parcial da nossa sede histórica de Belém.
Com 64 anos de experiência e uma marca renovada, o Sindipetro Amazônia segue como a principal ferramenta de luta para os trabalhadores na maior região do Brasil. Ontem, hoje e sempre: em defesa dos direitos da categoria do setor petróleo e gás e por uma Petrobras estatal a serviço da classe trabalhadora.




