Insegurança no Terminal de Belém: medo, invasões e descaso da gestão

Sindipetro Amazônia cobra medidas urgentes da companhia antes que uma tragédia anunciada ocorra nas instalações.

Os trabalhadores do Terminal de Belém (PA) tem relatado ao Sindicato a gravíssima situação de insegurança patrimonial que exigem providências imediatas da Transpetro. A rotina na unidade tem sido de medo, vulnerabilidade e um inaceitável descaso por parte da gerência local.

Nas últimas semanas, tem se tornado alvo fácil e constante. Estranhos têm rondado as instalações e invasões já se tornaram realidade. A audácia é tamanha que já houve confronto direto entre um vigilante e um invasor nas dependências da unidade. Sem qualquer meio de intimidação ou barreira física efetiva, os criminosos agem livremente: numa madrugada furtaram uma mangueira de incêndio; em outra ocasião, à luz do dia, um indivíduo invadiu o terminal e tentou furtar cabos de geradores de uma empresa contratada.

Os pontos críticos já estão mapeados por quem vive o perigo diariamente. As invasões ocorrem frequentemente pela área de mata (que faz divisa com a Liquigás e Eletronorte), atrás da Esfera 3 e na área do SAO, por onde transitam pessoas vindas da área da CDP.

Clima de terror e negligência da gestão

O clima entre os trabalhadores é de preocupação. Toda a força de trabalho atua sob tensão extrema, temendo que invasores em busca de armas ou valores acabem fazendo reféns.

Como se não bastasse o risco iminente à vida, a postura da gestão local beira o absurdo. Trabalhadores denunciam que os gestores tratam a situação com ironia e “pouco caso”. Um exemplo claro da negligência gerencial é o fato de existirem placas bloqueando o campo de visão das câmeras de monitoramento; mesmo com o pedido das equipes para a remoção dos obstáculos, a gerência teria resistido em autorizar a retirada.

Os trabalhadores exigem soluções

O Sindipetro Amazônia endossa integralmente as reivindicações da categoria e exige que a Transpetro implemente, em caráter de urgência, as seguintes ações:

  • Elevação e reforço dos muros: Construção de barreiras físicas adequadas para impedir o acesso às instalações, elevando o nível de segurança do perímetro;
  • Novo Posto de Vigilância: Instalação imediata de um posto de apoio de vigilância na área do SAO para monitorar e inibir a movimentação de transientes da CDP;
  • Desobstrução do Monitoramento: Retirada imediata de quaisquer placas ou obstáculos que estejam criando pontos cegos para as câmeras de segurança;
  • Concurso para contratação de Inspetores de Segurança Interna próprios
  • Plano de Segurança Ostensiva: Revisão total dos protocolos de segurança patrimonial do terminal, garantindo respaldo tático e contingente adequado de vigilantes.

O Sindipetro Amazônia não vai tolerar que a vida e a integridade psicológica dos trabalhadores sejam tratadas como questões secundárias. Não esperaremos que ocorra algo pior para que a gestão da Transpetro decida agir. A companhia é responsável pela segurança de suas instalações e de seus empregados. Exigimos respostas e ações imediatas!

A vida do trabalhador não é negociável!

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