Relatório do Cenipa confirma o que o Sindipetro Amazônia/FNP sempre denunciou: negligência e falhas na segurança da Voepass

Investigação da FAB sobre queda de avião em Vinhedo comprova reincidência de panes, maquiagem de manutenções — alertas que o Sindicato e a categoria já faziam nos voos para Urucu antes do acidente

O relatório final emitido em 23 de julho pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica, sobre o acidente com o avião da Voepass em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, trouxe à tona conclusões graves, mas que não surpreendem a categoria petroleira

As investigações oficiais da FAB confirmaram que a aeronave decolou com o sistema de degelo (Airframe De-Icing) em pane e que havia um histórico de falhas recorrentes no equipamento sem a devida manutenção corretiva, além de manobras no Diário de Bordo para renovar prazos da Lista de Equipamentos Mínimos (MEL) sem resolver os problemas reais.

Essas constatações do órgão de investigação aeronáutica corroboram, ponto por ponto, as denúncias que o Sindipetro Amazônia/FNP fez ao longo de anos sobre as condições precárias e a falta de segurança nos voos operados pela Voepass a serviço da Petrobras, que transportavam trabalhadores para a Província Petrolífera de Urucu, no Amazonas.

Anos de alertas e denúncias na rota de Urucu

A atuação do Sindipetro Amazônia em defesa da segurança no transporte aéreo vem de longa data. Ainda no início de 2023, o Sindicato formalizou denúncias públicas e junto aos órgãos competentes sobre problemas recorrentes de segurança nos voos de/para Urucu. As queixas cobriam falhas mecânicas, instabilidade nos sistemas da frota e graves problemas de climatização, que submetiam a categoria a calor extremo dentro das cabines.

Em abril de 2023, o Sindicato participou de auditorias nas aeronaves que atendiam a província de Urucu, cobrando providências imediatas da gestão da Petrobras e da empresa de aviação. No entanto, mesmo após sucessivos relatórios de perigo enviados pelos próprios petroleiros sobre a degradação da frota, a postura da empresa e da operadora aérea foi de minimização dos riscos.

A gravidade do quadro se manteve mesmo após a tragédia em Vinhedo, em agosto de 2024. Poucos dias após o acidente no interior paulista, a Voepass voltou a apresentar falhas operacionais nos voos que atendiam a base de Urucu, comprovando que os problemas de manutenção e gestão eram sistêmicos.

Mobilização e pressão na alta direção da Petrobras

Diante da postura conivente da gestão da Petrobras e do risco iminente à integridade física da categoria, o Sindipetro Amazônia, em atuação conjunta com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), intensificou as mobilizações. Em agosto de 2024, o Sindicato realizou ato da porta do Edifício Senado, no Rio de Janeiro (RJ), sede da Petrobras, exigindo a rescisão imediata do contrato da Petrobras com a Voepass.

A firmeza da mobilização dos trabalhadores forçou a pauta da segurança nos voos a alcançar os mais altos escalões da estatal, sendo levada diretamente ao Conselho de Administração da Petrobras pela representante eleita dos trabalhadores, Rosangela Buzanelli. A pressão promovida pela representação sindical resultou em desdobramentos decisivos para a reestruturação do transporte aéreo na região e o afastamento de operações que colocavam a categoria em risco, culminando na assinatura de contrato com a Azul Linhas Aéreas.

Repercussão na mídia e a confirmação dos fatos

A batalha do Sindipetro Amazônia/FNP pela segurança no ar ganhou forte repercussão na imprensa regional e nacional. Veículos de comunicação de grande alcance, como G1, Aeroin, PetroNotícias e BNC Amazonas, destacaram que os petroleiros já alertavam para as falhas e para a falta de manutenção nas aeronaves da Voepass muito antes do acidente fatal em Vinhedo.

A cobertura jornalística deu visibilidade às denúncias do Sindicato e, com a publicação do documento do Cenipa, evidenciou os achados da perícia oficial, mostrando como a operadora adotava rotinas de manutenção irregulares para postergar reparos essenciais e manter aviões voando com deficiências conhecidas.

Onde estavam os golpistas?

Mesmo estando lotados na Unidade da Amazônia desde 2023, não houve qualquer participação de diretores do sindicato golpista/FUP nas mobilizações em prol da defesa da vida dos trabalhadores no transporte aéreo para Urucu. Mesmo com diretores biônicos liberados por este outro sindicato e pela FUP, nunca ofereceram o mínimo de apoio neste momento tão difícil que estávamos vivendo. Nestes momentos decisivos é que vemos quem está comprometido com a luta da categoria!

Compromisso inegociável com a vida

A conclusão das investigações da FAB deixa uma lição clara: a segurança e a vida dos trabalhadores não podem ser sacrificadas em nome de burocracias contratuais, custos ou metas operacionais.

O Sindipetro Amazônia/FNP reafirma seu compromisso de luta, fiscalizando rigorosamente todas as condições de transporte, trabalho e infraestrutura em Urucu e no E&P do Amazonas. Sigamos unidos e organizados!

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