O Sindipetro Amazônia participou de uma reunião em 2 de abril com a nova Gerência Geral da Unidade da Amazônia e o RH. O encontro teve como objetivo cobrar respostas e soluções para uma extensa pauta de reivindicações que afetam diretamente o dia a dia e a segurança da categoria.
O Sindicato iniciou a reunião dando as boas-vindas à nova gestão, mas deixando claro que a postura será de cobrança firme e que as portas da gerência devem estar sempre abertas para tratar dos problemas laborais da unidade.
Abaixo, detalhamos os principais pontos discutidos e os encaminhamentos:
SEGURANÇA E ACIDENTES DE TRABALHO
- Explosão na Subestação: O Sindicato cobrou duramente a falta de participação na comissão de investigação do acidente ocorrido há cerca de 18 dias. Embora a empresa tenha solicitado a indicação de um nome pelo Sindicato, nenhuma reunião foi convocada até o momento. A investigação segue em andamento e continuaremos cobrando nossa inclusão no processo.
- Incidente com Baterias na Sala de Controle: A gerência informou que as baterias já foram revisadas e estão em condições de operação. O problema raiz foi identificado no sistema de ar-condicionado, que causou o aumento da temperatura. Uma nova empresa já assumiu a manutenção da climatização em Urucu e os primeiros resultados foram avaliados como positivos.
- Curso de Sobrevivência na Selva: Reivindicamos o retorno do curso prático de sobrevivência em caso de acidente aéreo. O Sindicato sugeriu a retomada da parceria com o CIGS do Exército, nos moldes do que ocorria no passado em Rio Preto da Eva. A gestão comprometeu-se a avaliar a viabilidade.
LOGÍSTICA, VOOS E TRANSPORTES
- Voos para Coari e Carauari: A empresa informou que está em processo de contratação de uma aeronave menor, capaz de operar em Carauari. Sobre o transporte dos trabalhadores de Coari e Tefé, o Sindicato cobrou a finalização das obras do aeroporto de Coari (que estão aceleradas) para que a Petrobras passe a operar no local. O objetivo é evitar que esses trabalhadores tenham que ir a Manaus para depois enfrentar até 36 horas de barco para chegar em casa. A gerência também se comprometeu a verificar o interesse da Transpetro nessa logística.
- Aplicativo Mobicity: Foi cobrada a extensão do uso do aplicativo para todos os trabalhadores que residem fora de Manaus, de forma isonômica. A gerência buscará informações sobre o status dessa demanda e dará um retorno.
CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE
- Exames Periódicos do COI: Há dois anos os trabalhadores do COI estão sendo obrigados a realizar exames periódicos durante suas folgas. O Sindicato exigiu que os exames passem a ser feitos no horário de trabalho, com transporte garantido, e que os anos anteriores sejam indenizados. A gerência sinalizou positivamente para a realização durante o expediente no próximo ano, mas afirmou que a indenização retroativa dependerá de análise jurídica, visto que há uma ação judicial em curso sobre o tema.
- Clima Organizacional e SMS: O Sindicato pautou as denúncias de postura inadequada e problemas de relacionamento envolvendo a gerência de SMS, em especial o tratamento desrespeitoso da gerente da Saúde com os profissionais da Saúde. A atual Gerência Geral alegou desconhecer o histórico por ser recente no cargo, mas o gerente da área estava presente. O Sindipetro Amazônia continuará acompanhando o caso de perto para garantir um ambiente de trabalho saudável.
ASSÉDIO NA TECNOSONDA
- Postura de Supervisores: Voltamos a cobrar providências urgentes contra as práticas de assédio, ameaças e favorecimentos por parte de supervisores da Tecnosonda. O Sindicato relembrou a intervenção psicológica recente, onde a metodologia individual confirmou as denúncias dos trabalhadores contra os supervisores. A Petrobras informou que já cobrou uma posição da Tecnosonda, que até o momento não tomou atitudes práticas. A empresa confirmou que os nomes levantados pela psicóloga batem com as denúncias do Sindicato. Exigimos providências imediatas.
INFRAESTRUTURA
Caminhão de Bombeiros para Carauari: Sobre a doação do caminhão de combate a incêndio, a gerência informou que, após a manutenção do veículo, seu valor de mercado foi alterado, exigindo um novo processo de avaliação. Dependendo do valor final, a doação precisará passar pela aprovação da presidência da Petrobras. Um novo posicionamento será dado nos próximos dias.
Próximos Passos: Ficou acordado um prazo de 15 dias para uma nova reunião de acompanhamento desta pauta. Caso haja evolução em algum dos pontos antes desse prazo, a gerência se comprometeu a convocar o Sindipetro Amazônia antecipadamente.
Seguiremos atentos e não aceitaremos que a justificativa de “nova gestão” seja usada para atrasar a resolução de problemas crônicos que afetam nossa categoria. Solicitamos que a categoria siga denunciando ao sindicato quaisquer problemas na Unidade da Amazônia para que o Sindipetro Amazônia possa dialogar com a Gerência Geral para buscarmos soluções.
Juntos somos mais fortes!




