DECLARAÇÃO ELEITORAL SINDIPETRO AMAZÔNIA/FNP CHAMA VOTO EM LULA E CANDIDATURAS DA ESQUERDA CONTRA A ENTREGA DO BRASIL E DA PETROBRAS AO IMPERIALISMO. DERROTAR A ULTRADIREITA NAS URNAS E NAS LUTAS!

Diante de um pleito que definirá os rumos políticos e econômicos do país, a entidade assume o compromisso histórico de orientar o voto na reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nas candidaturas dos partidos de esquerda em todas as esferas institucionais.

A postura do Sindipetro Amazônia nas eleições gerais de 2026 dá continuidade à trajetória coerente mantida pela entidade nos pleitos de 2018 e 2022 — oportunidades nas quais indicamos, no segundo turno, o voto em Haddad e Lula para derrotar Bolsonaro.

No plano global, a situação política é marcada pelas intervenções militares, guerras imperialistas e manipulações eleitorais promovidas pelo governo estadunidense de Donald Trump. No caso da América Latina, esta ofensiva reativa antigas doutrinas de dominação colonial estrangeira sobre os nossos recursos naturais estratégicos, mirando prioritariamente as reservas de petróleo e gás, além de outros recursos naturais da região, como terras raras e minerais críticos.

A defesa dos recursos energéticos como bens públicos e sob controle soberano do Estado brasileiro é indispensável para conter a rapina internacional e garantir melhores condições de vida para a classe trabalhadora do país.

No cenário nacional, o processo eleitoral ocorre sob a ameaça de retorno da ultradireita golpista, representada pela família Bolsonaro.

Essas forças representam a radicalização do retrocesso: o desmonte das leis trabalhistas, o ataque à previdência, privatização das estatais e, em especial, da nossa Petrobras, construída nos últimos 70 anos por esta categoria.

Nós, que vivenciamos e resistimos à liquidação de patrimônio que levou, apenas nos governos Temer/Bolsonaro (2016-2022), à entrega da BR Distribuidora, Liquigás, gasodutos da TAG e NTS, Reman, Rlam, somando R$ 175 bilhões, temos o dever de lutar contra o retorno deste pesadelo neoliberal.

Votar contra a ultradireita significa deter a privatização total da Petrobras e seguir contando com liberdade democrática para lutarmos pelos nossos direitos, inclusive contra medidas governamentais.

Para que essa barreira institucional seja eficiente, a disputa não pode se concentrar apenas no Poder Executivo Federal.

Por essa razão, o Sindipetro Amazônia orienta o voto para o poder legislativo (Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas) e executivos estaduais em candidaturas que defendam os direitos da classe trabalhadora e a soberania nacional.

O Sindipetro Amazônia reforça a convocação de seus filiados e filiadas para um trabalho intensivo de diálogo e conscientização sobre o que está em jogo nesta eleição.

Esse processo de mobilização envolve diretamente os trabalhadores da ativa — que produzem os bilhões de lucro para a empresa e aguardam um acordo de PLR máxima e igualitária, além de um Plano de Cargos que valorize a categoria —, bem como os aposentados e pensionistas, que seguem enfrentando os impactos danosos dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) na Petros e precisam de uma AMS de qualidade.

É papel do sindicato esclarecer que cada conquista material, cada direito mantido no Acordo Coletivo e a própria sustentabilidade da Petros e da AMS dependem de um ambiente político em que a voz dos sindicatos não seja reprimida pelo autoritarismo e pela violência da ultradireita.

O apoio do Sindipetro Amazônia ao Presidente Lula e às candidaturas da esquerda é uma escolha consciente de trincheira tática. Contudo, esse apoio reafirma — de maneira intransigente — o princípio da independência e autonomia de classe frente a qualquer governo ou patrão.

Este Sindicato não confunde unidade de ação com governismo acrítico. A entidade continuará cobrando com firmeza a reversão total das privatizações no Sistema Petrobras, o fim dos equacionamentos da Petros, o cumprimento integral das pautas econômicas e a valorização das carreiras. Apoio no processo eleitoral não significa carta branca: a mobilização sindical continuará nas ruas, nos locais de trabalho e onde mais for necessário.

Por fim, esta direção sindical reafirma que, em estrito cumprimento às normas estatutárias e à deliberação aprovada, a presente declaração tem caráter exclusivamente político e de consciência de classe, não envolvendo qualquer destinação de recursos materiais ou econômicos da entidade a quaisquer campanhas eleitorais.


Em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da Petrobras estatal!  

Fora Trump da América Latina!  

Nenhum passo atrás. Todos para frente, confiantes na vitória!

Diretoria Colegiada – Sindipetro Amazônia

Setembro de 2026.

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