A força da nossa mobilização e a atuação contundente do Sindipetro Amazônia demonstraram, mais uma vez, que a nossa categoria não aceitará nenhum passo atrás em seus direitos. Após denúncias de que gerências na província de Urucu tentavam usar o sistema de Gestão de Desempenho (GD) para penalizar os trabalhadores que aderiram à histórica greve de dezembro, o sindicato interveio rapidamente e conseguiu barrar o ataque patronal.
Entenda o caso
Na reta final do fechamento do ciclo do GD, trabalhadores da Operação (OPPF) e do COI foram surpreendidos com a atribuição da nota mínima (“A”) referente ao mês de dezembro. O objetivo da gestão local era claro: rebaixar a média anual daqueles que cruzaram os braços.
Em uma atitude arbitrária e ilegal, as chefias chegaram a registrar nas planilhas que a nota baixa se devia à “ausência no embarque por conta da greve”. A prática configurou um triplo absurdo:
- Ignorou que a greve é um direito constitucional e representa a suspensão do contrato de trabalho (não cabendo avaliação no período);
- Desrespeitou o comunicado oficial da própria Petrobras de que o movimento não traria reflexos negativos na vida funcional;
- Tentou impor a penalização “na surdina”, lançando notas retroativas para dificultar o questionamento por parte dos avaliados.
A intervenção do Sindicato
Assim que recebeu os relatos da base, o Sindipetro Amazônia agiu. Imediatamente, foi enviado um ofício à Gerência Geral da Unidade da Amazônia cobrando a suspensão dos prazos de “ciente” no sistema, a revisão imediata das notas de dezembro e o fim dessa perseguição explícita. O documento deixou claro que o sindicato não toleraria o assédio moral coletivo e a prática antissindical, ameaçando acionar as esferas jurídicas e os órgãos de fiscalização.
A força da união
A pressão surtiu efeito e a tentativa de retaliação foi travada. Este recuo da empresa prova que a gestão não pode fazer o que bem entende quando a base está organizada e respaldada por uma entidade sindical combativa.
A tentativa de punir quem luta por melhorias é uma tática velha para tentar enfraquecer futuras mobilizações. O Sindipetro Amazônia segue atento. Orientamos todos os trabalhadores a continuarem denunciando qualquer tipo de assédio, irregularidade ou quebra de acordos por parte das chefias.
Nenhum direito a menos. Seguiremos em frente, sempre juntos!




